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"Masculinidades Plásticas" por Quézia Lopes

26 de nov. de 2025
2 min de leitura
Filme de Dominic Arievilo
Filme de Dominic Arievilo

Forjada no hibridismo de narrativas, estéticas e gêneros, na performance transfuturista, na poesia da imagem, do verso e dos corpos, nas escrevivências que rememoram e inauguram imaginários, no aquilombamento afrotransdiaspórico que baila com a mitologia kemética e resgata valores das culturas iorubás, Masculinidades Plásticas nos apresenta uma narrativa das encruzilhadas. É mais do que pensarmos apenas em uma narrativa em abismos (mise-en-abyme), pois o cinema de encruzilhada não é de um caminho único, mas de muitas possibilidades. É movimento, travessia e descentramento, que longe de buscar alcançar o núcleo ou subjetivar a si mesmo no mundo a partir de um referencial colonizador e normatizador, desloca o olhar para as margens, ao criar uma cartografia de corpos dissidentes, de subjetividades plurais. O corpo é território, forjado na navalha, na poesia-travessia, em novas rotas contra a colonialidade. Se por meio de entrevistas, a rua é lugar de escuta para o personagem Akin, as encruzilhadas são, por outro lado, lugar de fala política e revolucionária. Para Leda Martins (2021), a encruzilhada discursiva é ferramenta que nos permite nos colocar como sujeitos de nossa história (o “eu” é construído em comunidade), em ruptura com o pensamento ocidental e binário, favorecendo um giro decolonial – ou, ainda, contracolonial, como bem pontua Nego Bispo, pois não há o que de-colonizar em corpos que não se permitiram colonizar. “Negar de dentro para fora o colonizador” – como afirma Akin em voz off –, revogar e democratizar o trono do masculino, pluralizar e visibilizar as muitas masculinidades que formam e performam corpos transmasculinos. Em Masculinidades Plásticas, o quilombo – a prática ancestral de aquilombar-se – e a navalha são tecnologias ancestrais capazes de transmutar as dores do trauma colonial em novos projetos de mundos possíveis.



Texto Curatorial - Cineasta Quézia Lopes

Instagram: @quezialopes.cine

Facebook: @queziamarialopes

 
 
 

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CCJF

Data do Evento

Outubro/Novembro de 2026

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Locais do Evento

CCJF

Centro Cultural Justiça Federal

Cinelândia - Centro

Rio de Janeiro - RJ - Brasil

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COART

Centro Cultural da UERJ

Auditório Cartola

Maracanã - Rio de Janeiro - RJ 

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CINE SATYROS BIJOU

Satyrianas 

Praça Flanklin Roosevelt, 172

Consolação - São Paulo- SP

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Entrada Gratuita

Colaboração Voluntária

Sujeito à lotação

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​Classificação

16 anos

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​Acessibilidade

Legendas em Português

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Direção Geral e Artística:

Alek Lean

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Parceria:

Global Queer Cinema

Capa Preta

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Apoio Cultural

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Apoio Institucional:

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