Black Queer anuncia obras vencedoras
- BLACK QUEER FESTIVAL
- 1 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 5 de dez. de 2025
O Black Queer Festival 2025 encerrou sua edição com uma noite histórica para o audiovisual negro e LGBTQIAPN+. A sessão de premiação teve abertura com uma performance ao vivo da Brazilian Kiki House of Bushido, trazendo força, presença e energia ao evento, em sintonia com a estética ballroom que afirma corpos dissidentes em movimento.
Foram quase 50 filmes selecionados, contemplando produções de todas as regiões do Brasil e obras internacionais da Alemanha, Portugal e República Dominicana — consolidando o festival como um dos principais espaços de valorização e difusão de narrativas dissidentes no país. Ao todo, mais de 30 premiações foram entregues, reconhecendo a diversidade de linguagens, estilos e vozes que atravessam o cinema queer contemporâneo.
Durante o festival também compareceram realizadores de referência. Entre eles, André Sandino, diretor de Canções de Amor de Uma Bixa Velha (RJ), e Bruno Victor, codiretor de Afronte (DF), que receberam presencialmente a homenagem da categoria Clássicos Queer Brasil, reforçando o compromisso do festival em celebrar trajetórias que pavimentam caminhos para novas gerações.
Grandes vencedores dos Prêmios Principais

O maior destaque da noite foi para “Xica Vive na Fumaça”, dirigido por Vini Faustino (SP), que conquistou o Leque Ouro, reconhecimento máximo do festival concedido pelo júri oficial. A obra reafirma a potência das narrativas trans e travestis na construção de novas camadas simbólicas e políticas dentro do cinema brasileiro.
O Leque Prata foi entregue a “Memória Três Por Quatro”, dirigido por Osani (RN), obra que mistura linguagem poética e documental para tensionar identidade, corpo e ancestralidade.
Fechando o trio principal, o Leque Preto premiou “No Início do Mundo”, dirigido por Gabriel Marcos (MG), filme que também se destacaria em outras categorias ao longo da noite.
Categoria Ficção
A ficção mineira “No Início do Mundo”, de Gabriel Marcos, brilhou e consolidou-se como um dos maiores vencedores do festival, levando sete prêmios, incluindo:

Melhor Ficção
Melhor Direção
Melhor Fotografia
Melhor Trilha
Melhor Som
Melhor Elenco
Melhor Roteiro
Em outras categorias, “A Invenção do Orum”, dirigido por Paulo Sena (ES), levou Melhor Figurino. O paulista “Espelho da Memória”, dirigido por Filipe Travanca e Roberto Simão (SP), conquistou Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e ainda o Prêmio do Júri Universitário, reafirmando a sensibilidade do filme na articulação entre memória e identidade.

Categoria Videoclipe
O audiovisual musical teve espaço especial no BQF 2025. O paulista “Legado”, dirigido por Daya (SP), dominou a categoria, vencendo:
Melhor Videoclipe
Melhor Fotografia
Melhor Música
Melhor Roteiro

“Jesus e O Orixá”, dirigido por Tuany Zanini (RJ), recebeu o prêmio de Melhor Som, destacando-se por sua sonoridade envolvente, além de garantir a Menção Preta Porter pelo irreverente, crítico e ousado figurino, concedida pelo júri experimental.
Já o português “Os Vampiros”, dirigido por Àkila, impressionou pela estética e força performática, vencendo Melhor Direção e Melhor Performance.
Todas as músicas dos vídeoclipes selecionados e vencedores, o público pode ouvir nas plataformas digitais. Os clipes dos artistas já estão disponíveis no Youtube.
Categoria Documentário

O documentário paulista “Xica Vive na Fumaça”, dirigido por Vini Faustino, ampliou sua consagração, além do Leque Ouro, levando mais cinco prêmios na categoria DOC:
Melhor Documentário
Melhor Roteiro
Melhor Trilha
Melhor Montagem
Melhor Som
O carioca “Pedagogias da Navalha”, dirigido por Colle, Christine Avelar, Tiana Dos Santos e Alma Flora, recebeu Melhor Direção e Melhor Fotografia, reafirmando-se como obra de forte impacto simbólico, político e estético.
Categoria Linguagem Diversa

O júri oficial premiou na categoria dedicada às experimentações e propostas híbridas o potiguar “Memória Três Por Quatro”, dirigido por Osani (RN), como:
Melhor Obra
Melhor Direção
Melhor Roteiro
Melhor Fotografia
Melhor Montagem
Melhor Som
O filme também havia recebido o Leque Prata, consolidando-se como uma das produções mais reconhecidas do festival.

Ainda na categoria, “Ode da Noite”, dirigido por Theuse Luz D’ Pavuna BUSHIDŌ (RJ), levou Melhor Trilha, pelo cuidado sensorial e atmosfera poética.
Premiações Especiais
O BQF também celebrou olhares diversos com prêmios especiais:
Prêmio do Júri Universitário — FEBF/UERJ: Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão
Menção Especial de Roteiro: Amigo Cão (DogFriend), dirigido por Maissa Lihedheb (Alemanha) - Júri Experimental.

Prêmio do Júri Experimental – Menção Honrosa: Desta Vez Eu Nem Chorei, dirigido por Karol Guimarães Rosa (RJ)
Além disso, o site internacional Global Queer Cinema (EUA) destacou três obras queridas pelo público global como Fast Fave BQF:
O Leve Bailar das Borboletas, dirigido por Leandro Fasoli (SP)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão
Kalunga: O retorno de quem ainda não disse adeus, dirigido por Kauan O. dos Santos (SP)
Um festival que marca território

Em 2025, o Black Queer Festival reafirmou sua vocação política, estética e afetiva ao reunir produções que expandem as fronteiras da arte e reivindicam protagonismo para cineastas negros, indígenas e LGBTQIAPN+. As premiações, distribuídas de forma ampla e cuidadosa, reforçam a riqueza das múltiplas narrativas que compõem o cinema queer negro indígena contemporâneo.

Com uma abertura vibrante conduzida pela Brazilian Kiki House of Bushido, realizações emocionadas e encontros históricos o festival em sua primeira edição o festival conquista um ecossistema audiovisual diverso, insurgente e profundamente transformador.
Confira mais nos instagram do festival @black.queerfestival



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