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Bate-Leque com Ianca Santos

B-Queer convidou Ianca Santos para bater leque com a gente.


 Bate-Leque, uma conversa rápida, direta e cheia de personalidade, inspirada no tradicional bate-bola.


IANCA - Mestranda em Comunicação, Mídia e Formatos narrativos  e Bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB. MBA em Empreendedorismo Social e Negócios de Impacto - Instituto Legado em Curitiba.




O que te moveu a criar este filme?


Sempre enxerguei o cinema como uma possibilidade de cura, e criar o filme Tá

Fazendo Sabão me levou a revisitar um trauma de infância que me assombrava

há muito tempo, a ponto de eu sentir medo de falar sobre minha sexualidade.

Foi justamente por isso que decidi abordar um tema tão íntimo e doloroso de

forma debochada e leve, encontrando na minha forma de falar uma maneira de

transformar a ferida em afeto.



Negritude e queeridade: como te atravessam?


No filme, trago algumas questões que atravessaram minha infância, como o fato de eu não gostar de tirar fotos, eu realmente odiava, pois sofria racismo na escola,

especialmente quando usava tranças. No que diz respeito ao queer, havia a falta de informação e o preconceito que predominavam em boa parte da minha família. Por isso, o processo de aceitação tanto da minha identidade racial quanto da minha identidade sexual foi muito difícil, ainda mais quando se cresce lidando com violências que atravessam todas as estruturas sociais.



Maior desafio?

Desde 2020 realizo filmes com minha mãe, e Tá Fazendo Sabão também foi feito com a ajuda dela. Até hoje, ela não sabe da existência desse filme, embora eu acredite que desconfie. Fazer um filme ao lado dela sem revelar nada sobre a história que estávamos construindo foi meu maior desafio. Precisava traduzir, com poucas palavras, as imagens que criaríamos juntas, sabendo que a narrativa só encontraria sua forma final na montagem.



Quem te inspira no cinema negro/indígena queer?


Marlon Riggs

Juan Rodrigues



Uma música ou clipe predileto?


Febre de Liniker e Thiaguinho



Um filme negro/indígena?


Arco do Tempo de Juan Rodrigues



Futuro do cinema negro/indígena LGBTQIAPN+?


Espero que o futuro do cinema negro, indígena e LGBTQIAPN+ reflita uma sociedade realmente pronta para conviver com a diversidade uma sociedade aberta a compreender e acolher as diferenças que nos atravessam. Que esse cinema não precise mais justificar sua existência, mas seja celebrado como parte fundamental da nossa cultura e das múltiplas formas de existir no mundo.



O filme de Ianca Santos Oliveira "Tá fazendo sabão" será exibido no Black Queer Festival. Confira local, data e horário acessando no site www.blackqueerfestival.com ou no instagram @black.queerfestival


Realização: Tubo de Ensaio - Experimental Filmes

 
 
 

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CCJF

Data do Evento

24 a 29 de Novembro de 2025

Locais do Evento

Centro Cultural Justiça Federal

Cinelândia - Centro

Rio de Janeiro - RJ - Brasil

FEBF - UERJ

Vila São Luís - Duque de Caxias

RJ - Brasil

COART UERJ

Auditório Cartola

Maracanã - Rio de Janeiro - RJ

NAVE DO CONHECIMENTO

Engenhão - Penha - Nova Brasília

Rio de Janeiro - RJ

CENTRO CULTURAL DONANA

Areia Branca - Belford Roxo - RJ

Entrada Gratuita

Sujeito à lotação

 

Classificação

16 anos

Acessibilidade

Legendas em Português

Direção Geral e Artística:

Alek Lean

Parceria:

Ubuplay - Global Queer Cinema

Apoio Institucional:

Centro Cultural da Justiça Federal

FEBF - UERJ

COART - UERJ

Nave do Conhecimento

Centro Cultural Donana

Realização:

Experimental Filmes

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